29 - Manipuladores cooperativos



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Quando disse a minha filha de 5 anos que faria um robozinho para ela, ela ficou super feliz e me disse aos pulos: ela vai fazer massagem em mim, fazer tudo que eu quiser. Quando disse a ela que um robô não conseguiria compreender nem fazer tudo que ela desejava que ele fizesse, ela então me pediu para construir um avião com controle remoto, pois seria mais divertido.

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Contei esta história porque, embora para aqueles mais que entendem de eletrônica isto seja óbvio, a mensagem dominante nos desenhos animados é a de que estamos a um passo de um robô capaz de fazer exatamente isto que minha filha tanto desejaria que seu "ex-futuro-robô"  fizesse: tudo que ela mandasse.

Revendo meus sonhos de infância, vejo que a minha geração, tanto quanto a da minha filha, todos nós continuamos a sonhar os mesmos sonhos: um robô que faça tudo aquilo que adiamos fazer e que gostaríamos de ter algo que fizesse por nós.

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Mas, se não é possível fazer este robô-dos-nossos-sonhos, de que trata e para que serve então a robótica?

Mesmo não sendo possível construir um robô generalista, capaz de fazer tudo, é possível construir robôs capazes de fazer - muitas vezes até melhor que nós humanos - uma série de tarefas para as quais nós não temos órgãos adaptados ou em ambientes hóstis.
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